Comunicação CorporativaA tecnologia dinamizou o acesso à informação removendo da assessoria de imprensa o atributo de simples mediador

A assessoria de imprensa representa um dos mais relevantes e impactantes instrumentos de comunicação corporativa desenvolvido para as organizações. Ela foi e continua sendo uma interface para conectar o cliente à imprensa. Ao contrário do que se ouve dizer por aí, o serviço nunca esteve ameaçado, mas sua velha forma de trabalho, sim!

O surgimento de novas tecnologias modificou o acesso à informação. Com a chegada das redes sociais, a área perdeu o papel de mediador frente à livre circulação de notícias online. Os tradicionais press releases, produzidos em excesso, hoje já não surtem o efeito desejado em razão da instantaneidade da troca de ideias. Diante desse novo panorama, as agências tiveram de repensar sua forma de atuação, adotando funções mais estratégicas.

Uma pesquisa realizada pela empresa de marketing Tracto com cerca de 201 empresas, apontou essa mudança: a assessoria de imprensa não é mais a principal função das agências de comunicação. Hoje, os trabalhos mais exercidos por 83% das assessorias são de estratégias de comunicação e a produção de conteúdo para redes sociais. Com 74%, a segunda tarefa mais desenvolvida é o conteúdo para outras mídias, seguida pelo relacionamento com a imprensa (71%).

Além de construir relações, essas agências investem na aproximação com seu cliente por meio de parcerias com a melhor relação custo-benefício. Outra alternativa é o trabalho de relações públicas, onde o profissional vai se debruçar na promoção de concursos culturais, inserção de cliente em agendas de eventos e palestras, entre outras missões.

Também vem ganhando destaque o video news release, uma alternativa para garantir mais visibilidade e engajamento digital, ao mesmo tempo em que diversifica o formato de entrega do conteúdo às redações – cada vez mais enxutas e seletivas diante do pouco espaço disponível nos periódicos. Da mesma maneira, têm sido intensificadas as ações de comunicação one-to-one e os eventos de ativação da marca.

É bem verdade e não se deve ignorar o momento de transição vivido na comunicação corporativa. Seja qual for o caminho a ser trilhado por este ramo de serviço, uma coisa é certa: o meio, inexoravelmente, nunca será mais importante do que a mensagem!

 

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