A máxima menos é mais define uma apresentação de sucesso. Recorrer aos recursos tecnológicos ajuda, ilustra o discurso, mas eles só atrapalham se forem usados em excesso. A internet não perdoou o PowerPoint do Ministério Público que propôs definir a corrupção em um slide durante a Operação Lava Jato. Que tal trocar memes por aplausos?

Transmitir uma ideia nem sempre é simples e o interlocutor precisa, portanto, se preparar. Treinar é tarefa básica para qualquer tipo de apresentação. Seguidas essas instruções, a probabilidade de passar o conceito de forma equivocada é praticamente nula.

Falar o que está escrito nos slides é redundância e ler o que aparece na tela é um erro crucial. Deve-se passar segurança e informações concisas. Entrar em muitos detalhes, fazer digressões e mostrar imagens inoportunas tornam o comunicador vítima da própria oratória, além de fazê-lo perder a credibilidade.

O PowerPoint é apenas um instrumento norteador da palestra e não um relatório. Os dados devem ser apresentados em tópicos, com textos curtos e planilhas inteligíveis. Não faz sentido o apresentador achar que os slides são depositórios de informações e ler exatamente o que está escrito. Afinal, se essa é a intenção, basta mandar os arquivos por e-mail.

Uma conferência bem articulada, pautada na coerência, é capaz de fazer o público acompanhar todo o raciocínio até chegar à conclusão, que é a meta do comunicador. E não se pode deixar de lado o ritmo da fala. Este é outro aspecto importante, junto com um discurso enxuto, para que a plateia não desvie a atenção. Se escrever é a arte de cortar palavras, discursar é a arte de falar menos.

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