Como você imagina que Michelangelo criou e pintou o teto da Capela Sistina, em Roma? Com um bom briefing recebido de alguém que entende do assunto? Foi o estagiário de plantão do Vaticano quem brifou o gênio da pintura para ali criar cenas do livro do Gênesis? Ou teria sido uma nova promessa recém-contratada pelo Papa? Ou então uma inspiração própria?

Bons briefings produzem grandes resultados quando são passados por profissionais experientes e maduros. Geram vendas e exposição superiores e a um custo infinitamente menor do que um projeto mal elaborado. Reflita: quantos não foram os encontros, discussões e brigas entre o Cardeal Alidosi, contratante da obra, e Michelangelo para se conceber um dos maiores tesouros artísticos da humanidade?

Agora pergunto: quem dá o tom na sua empresa nas ações de comunicação corporativa? Um membro júnior de sua equipe ou um executivo com anos de janela? Nem precisa responder. As consequências são óbvias: perde-se tempo e dinheiro diante de resultados fracos, inócuos.

Briefings precisam ter foco e são vitais para a saúde de qualquer projeto e organização. O ideal seria recebê-los em reunião, por escrito e com o aval de executivos tarimbados. Estes não podem se eximir – principalmente em tempos de recessão – de contribuir com insights importantes que enriquecem qualquer reunião, pauta e ações, além de dar uma direção criativa a este tipo de atividade.

Lembre-se do exemplo de Michelangelo. Como especialista em pintura, ele soube transmitir para o projeto contratado pelo Cardeal Alidosi muito mais do que foi inicialmente planejado. Certamente, o artista não precisou compor apresentações de grife ou usar chavões de marketing digital para convencer o cardeal de que deveria assumir o trabalho. E este deve ter acompanhado minuciosamente a tarefa, cobrando e dando feedbacks. Ao mesmo tempo, a empresa contratante recebeu uma esplêndida e inesperada obra-prima.

É necessário saber onde sua empresa está agora e onde ela quer chegar. A capacidade, o conhecimento e a especialização de seus consultores só podem melhorar o que foi idealizado e trazer novas propostas, muito mais amplas do que as previstas em um primeiro momento. Mas mantenha os trainees onde eles têm que ficar: no follow-up das ações.

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