Em 12 segundos tudo pode mudar

Imagine que você tem apenas 12 segundos para defender sua empresa e expor seu ponto ao visto ao vivo para uma audiência de milhões de pessoas. Começa aí o inferno para muitos dirigentes e organizações. É quando descobrem que a realidade é tão cruel quanto o resultado da entrevista de Jim Carrey no filme As Loucuras de Dick e Jane.

Doze segundos é a duração média de uma sonora, frase ou argumento editado e veiculado no noticiário dos telejornais. O exemplo de um dos astros de Hollywood é até mais extenso, mas os primeiros segundos já foram fatais. Sair-se bem não é uma questão de talento. É fruto de muita preparação, que pode levar ao descrédito total ou resgatar de modo decisivo a imagem de uma instituição.

O tom da fala, as pausas e o estilo devem constituir e seguir um roteiro prévio, no qual a mensagem-síntese deve ter começo, meio e fim. É preciso ainda tentar antecipar todas as questões – as óbvias e as indesejadas. Para as primeiras, assinale tópicos curtos a ser utilizados para compor a resposta. Para as perguntas incômodas, elabore bem seus argumentos e não perca o foco. Responda ao espectador, ao ouvinte e ao leitor. Não caia nas armadilhas colocadas por repórteres.

Algumas regras clássicas devem nortear a atuação de um porta-voz em qualquer situação. São elas:

  • Diga tudo o que puder e de modo conciso
  • Elimine jargões técnicos. Sua mensagem tem que ser clara
  • Fale com um tom de voz único
  • Seja honesto. Não minta. Se não sabe, diga que não sabe
  • Não especule. Só transmita informações confirmadas
  • Acredite no que você fala
  • Demonstre preocupação em situações difíceis
  • Use comparações em assuntos complexos sempre que possível

Não se esqueça ainda das expressões, roupas e gestos. Tudo tem significado.

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